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domingo, março 07, 2010

As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy

Um excelente livro, é aquilo que me apraz dizer sobre esta obra luso-argentina, ou somente lusa, pois foi editada em Portugal. Com argumento de Filipe Melo (I'll See You in My Dreams, fita vencedora do Fantasporto 2004) e desenho de Juan Cavia, esta banda desenhada explora uma Lisboa habitada por monstros clássicos como vampiros, lobisomens ou gárgulas, que vivem paredes meias (e escondidas) com os seres humanos. Quem jogou e/ou leu HELLGATE London, as aventuras do Hellblazer ou do Hellboy (que estranho, tudo Hell...) e por aí fora, já está familiarizado com a temática de personagens a combaterem o sobrenatural. Ora n'As Incrivéis Aventuras de Dog Mondonça e PizzaBoy temos isso tudo, recheado com um anti-heroi chamado Mendonça e que é benfiquista, uma cabeça de gárgula que passeia por toda a historia escondida invariavelmente nos bolsos ou bolsas dos outros personagens, uma miuda loira que se parece bastante com qualquer miuda loira do ensino básico, com a diferença de se chamar Paazul e ser um demónio (não assim tão mau), e um rapaz das entregas de pizzas a quem lhe roubam a mota. Os Moonspell, em particular o Fernando Ribeiro, aparecem a actuar num bar de malta "da pesada", isto é, bicharada do sobrenatural. Mas talvez a grande vantagem desta obra é o cenário onde decorre a acção. Belissimos desenhos de uma Lisboa nocturna, horripilante, misteriosa, com um bairro oriental, sem que se fale uma única vez do verdadeiro monstro lisboeta que todas as noites me acorda e não me deixa dormir: O camião do lixo. De facto, como os próprios autores do livro referem, desta vez o futuro da humanidade será decidido em Lisboa (obviamente, por um benfiquista, acrescento eu).
Pequenos apontamentos:
  • Argumento magnífico, onde se percebe que a ideia original seria para um filme, sem que a passagem para BD tenha sido prejudicada, antes pelo contrário;
  • Boa estruturação das pranchas, criando uma sintonia entre o ritmo de acção e a história que está a ser contada;
  • Desenhos bastante bons, pena é não serem de um português.....mas também a arte não tem país;
  • Arte-Final fantástica;
  • No geral, As Incrivéis Aventuras de Dog Mondonça e PizzaBoy pode ser considerado um dos melhores álbuns portugueses de BD, ombreando com o também recente, mas não tão recente BRK (se bem que, na minha modesta opinião, o BRK é ligeiramente inferior, mas sobre esse álbum falarei noutra altura);
  • A história está cheia de surpresas, que eu não referi para não estragar a leitura a outros;
  • É uma grande homenagem aos melhores filmes de acção de sempre.

Mais informações em http://dog-pizzaboy.blogspot.com/.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Os segredos enterrados de Lisboa (alguns...)


Aqui ficam 12 vídeos muito interessantes que nos mostram um pouco mais desta nossa bela Capital, deste nosso belíssimo País.

Lisboa debaixo de terra: Os Moinhos de Vento








Lisboa debaixo de terra: O Teatro Romano








Lisboa debaixo de terra: O Reservatório da Patriarcal








Lisboa debaixo de terra: O Palácio Foz








Lisboa debaixo de terra: O Padrão do Chão Salgado








Lisboa debaixo de terra: O Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros








Lisboa debaixo de terra: O Convento de Corpus Christi









Lisboa debaixo de terra: O Aqueduto das Águas Livres



Lisboa debaixo de terra: Bairro Estrela D'Ouro








Lisboa debaixo de terra: As Galerias Romanas da Rua da Prata








Lisboa debaixo de terra: A Sé de Lisboa








Lisboa debaixo de terra: A Muralha Fernandina




terça-feira, janeiro 26, 2010

Opiário - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)! Uma breve reflexão!

Por ser muito longo, coloco aqui um short cut para o poema que tem andado na cabeça dos Ecléticos.

Agora, a breve reflexão. Ao ler o poema, identifiquei-me em parte com as angústias de Álvaro de Campos, nomeadamente com querer ser um autor publicado. Identifico-me, porque também eu gostaria de ver os meus projectos literario-recreativo-culturais realizados. Reparem que Fernando Pessoa publicou em vida apenas "A Mensagem", apesar das diversas colaborações em revistas culturais. E "A Mensagem" foi publicada em Edição de Autor, para um concurso. Um pouco como eu tenho tentado "abrir à catanada" a passagem para os meus projectos.
Em segundo lugar, em conjunto com o visionamento do videoclip do Opium dos Moonspell, ficou-me no ar a sensação de uma Lisboa underground, fortemente ligada ao Oriente e ao misticismo. Voltarei futuramente a este tema do Opio/Misticismo/Oriente, com uma Breve Reflecção sobre "Tintim e o Lótus Azul".